Líderes manifestantes do grupo “Vem pra rua – Caras pintadas” de Taubaté, se organizam e já falam em novo protesto contra a corrupção no governo federal e pelo impeachment da Presidente Dilma Rousseff. A nova passeata está marcada para um domingo, 12 de abril, com concentração em frente ao 5º batalhão da Polícia Militar.

Usando as redes sociais para divulgar a nova data, o estudante de Administração, Matheus Nascimento, um dos líderes do movimento, vai se organizar com outras cidades e espera um número maior nas ruas, “Iremos fazer uma reunião com cada líder de cidade do Vale do Paraíba para nos planejarmos e montar um protesto ainda melhor, com maior número de participação da população”, disse Matheus.

No último domingo (15), segundo a Polícia Militar, aproximadamente 1500 pessoas estiveram no protesto, já para os organizadores do manifesto cerca de 9300 pessoas estiveram nas ruas de Taubaté.

“Estamos planejando mais um protesto para o dia 12/04 em nível nacional. Alguns Estados das regiões brasileiras já aceitaram o movimento e algumas cidades que não participaram do protesto estão interessadas em entrar para nossa equipe”, afirma Matheus, líder do movimento.

Mateus

Matheus Nascimento, 20 anos, líder do “Vem pra rua – Caras Pintadas” de Taubaté    Foto: Quiririm News

Após os atos de protestos do domingo, a Presidente Dilma Rousseff se pronunciou sobre os acontecimentos em entrevista coletiva e apontou onde acredita haver divergência no seu governo.

“O que eu acho que está inteiramente coerente? O nosso compromisso de combate à corrupção e à impunidade. Onde que tem algumas divergências? Na questão do ajuste. Nós achamos que o ajuste é essencial pro país”, explica a presidente.

Dilma Rousseff falou ainda da importância do diálogo com a população e de se manter a estabilidade do país.

“Em qualquer democracia o diálogo é essencial. Tem regras do jogo e elas têm de ser seguidas. Se você instabiliza um país sempre que lhe interessa, uma hora, uma hora essa instabilidade passa a ser algo que ameaça a todos. A escalada é a pior situação que tem. Eu acho que é da democracia não haver concordância e unanimidade. Unanimidade só tem num regime e a gente sabe qual é. É que alguns pensam e falam e os outros que calem a boca”, disse a presidente.

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