Douglas Carbonne presidiu a audiência - Foto: Câmara Municipal de Taubaté

Manifestantes contrários e favoráveis à liberação de rodeios em Taubaté participaram de audiência pública realizada pela Câmara Municipal nesta quinta-feira, dia 22 para debater o projeto de lei complementar nº 40/2017, que libera a realização desse evento no município.

A audiência foi presidida por Douglas Carbonne (PCdoB) e contou com participação dos vereadores Bilili de Angelis e Rodrigo Luis Digão, do PSDB, Gorete (DEM), Loreny (PPS), Rodson Lima Bobi (PV) e Vivi da Rádio (PSC), além de representantes de instituições de proteção de animais e ligadas ao tropeirismo e eventos semelhantes.

O projeto de lei foi apresentado em novembro de 2017 pelo suplente de vereador Fião Madrid (PSDB) em conjunto com Bilili, Gorete e Digão, além de Boanerge (PTB) e Noilton Ramos (PPS). O texto elimina o artigo 581-AV da Lei Complementar nº 7/1991, que diz: “Fica proibida a apresentação de animais das raças equina e bovina em festas de rodeio e similares”.

Na tribuna, Fião defendeu o rodeio como evento que promove a geração de renda e expressa tradições e costumes locais. Em contraponto, Carbonne afirmou que rodeio não é cultura nem esporte.

Presidente do Sindicato Rural de Taubaté, Ricardo de Araújo Barbosa disse que a feira agropecuária Feicampo não foi realizada em 2017 em observação à lei que proíbe rodeios, mas ressaltou os prejuízos para o agronegócio local. “Gostaríamos que fosse modificada essa lei, em nome dos agronegócios. Estamos sem condições de realizar esta feira diante desta situação.”

Veterinários expuseram pontos de vista sobre o uso de animais em eventos. Cristiano Fredini explicou que o animal entra em estado de estresse quando submetido ao rodeio, “e a luta dele é para se livrar tanto do peão quanto do estresse”. Orivaldo Tenório de Vasconcelos mencionou estudo que refuta possibilidade de dor ao animal causada pelo sedém, como é chamada a cinta que passa na altura da virilha do animal.

Antes de ser votado no Plenário, o projeto de lei depende de parecer da Comissão de Justiça, Comissão de Esporte e Lazer e Comissão de Proteção dos Animais.

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